quarta-feira, 25 de junho de 2008

Fragatas portuguesas precisam de navegar e treinar mais

O exercício militar Swordfish 2008 permitiu mostrar que Portugal tem "uma força naval preparada" para cumprir as suas missões, afirmou o chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), almirante Melo Gomes.

O CEMA, que falava aos jornalistas na tarde de segunda-feira a bordo da fragata Corte Real, sublinhou que o exercício (que termina sexta-feira) permitiu constatar que as três fragatas Meko - a participar pela primeira vez em simultâneo num exercício - "precisam de navegar mais", para as suas guarnições conseguirem manter os necessários padrões de treino. Não especificada foi a causa dessa lacuna: as restrições financeiras que condicionam a actividade da Armada.

O exercício, que envolve a força naval permanente da NATO (SNMG1, sigla em inglês) e navios de vários países - entre eles um brasileiro, um marroquino e um espanhol -, serviu em especial para testar a eficácia dos mísseis de defesa aérea no ataque a um alvo de superfície. O filme exibido, no briefing dado ao CEMA pelo comandante da força naval, permitiu ver que um dos sete mísseis entrou pela chaminé do navio Geba (já desactivado) que fazia de alvo para os diferentes navios.

Testada foi também a peça de artilharia de 100 milímetros, colocada na proa da Corte Real, e o sistema de defesa aérea Phalanx, considerado o último reduto de protecção do navio e que é activado automaticamente perante qualquer ameaça.

Os resultados "foram satisfatórios", disseram diferentes responsáveis do exercício, apesar de o Phalanx não ter disparado porque o alvo (simulando um míssel dirigido contra a fragata) passou longe do alvo. Mas as manobras do sistema para captar o alvo mostraram o seu bom funcionamento, explicou um dos oficiais envolvidos nessa parte do exercício.

O Swordfish08 é um exercício que decorre ao largo de Sagres e envolve operações navais de interdição marítima e treino anti-aéreo, anti-superfície e anti-submarinos.

O CEMA reconheceu também aos jornalistas que a Polícia Marítima (PM) tem um défice de quase 300 efectivos."Já expus a situação" à tutela, uma vez que "devíamos ter perto de 800 homens" e existem pouco mais de 500 efectivos na PM, que são insuficientes para o cumprimento da missão, disse o CEMA, adiantando que a resolução do problema está ligada ao das carreiras militares.(Fonte:DN)

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